Pesquisa revela boa situação financeira da capital amazonense

 

O IFGF mede a qualidade da administração financeira dos municípios de todo o Brasil

 

A capital amazonense ficou no ‘bolo de mais de um terço das cidades brasileiras (34,6%, ao todo 1.821 municipalidades) com situação financeira considerada ‘boa’ em 2010. O retrato está no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), elaborado pela Federação das Indústrias do Rio com dados de 2010, para medir a qualidade da administração financeira dos municípios.

Além de Manaus, outras 14 cidades obtiveram o mesmo resultado positivo: São Paulo, Rio de Janeiro, Campo Grande, Florianópolis, Rio Branco, Recife, Belém, Belo Horizonte, Teresina, Goiânia, Fortaleza, Palmas, Aracaju e João Pessoa.

A maioria das capitais ficou atrás de cidades médias ou pequenas, como Paulistânia, a primeira das cidades com ‘Boa Gestão’, com conceito B – IFGF 0,7998. Quase metade dos municípios (2.302, ou seja, 43,7%) ganhou conceito C – Gestão em Dificuldade. Outras 1.405 cidades (19,8%) levaram nota D – Gestão Crítica.

A mistura de despesas elevadas com funcionalismo, receita própria reduzida e investimentos escassos ou até inexistente leva duas em cada três cidades brasileiras (63,5%) a viver situação financeira difícil ou crítica. Só 95 (1,8%) das 5.266 prefeituras avaliadas tiveram a gestão das contas considerada de excelência, com conceito A.

O levantamento que ajuda a explicar a desproporção entre a qualidade dos serviços públicos e a elevada carga tributária brasileira, mostra que o Sul e Sudeste abrigam 81 das 100 municipalidades com melhor desempenho nas finanças. Na ponta inversa, as 93 piores administrações estavam no Norte e no Nordeste – em correlação forte, mas não automática, com renda.

Dez anos após a edição da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a média dos municípios levou a um IFGF Brasil de 0,5321 em 2010, 1,9% a mais do que o resultado de 2006, base de comparação estabelecida no trabalho. O resultado de 2010 coloca o IFGF nacional no nível de “gestão em dificuldade” e foi negativamente influenciado pelos gastos com pessoal das cidades, cujo indicador caiu de 0,6811 para 0,5773 – menos 15,2%.

Estabilidade no custo da dívida (piora de 0,3%) e avanço modesto na receita própria (6,9%) completaram o quadro ruim. A reduzida melhora foi garantida pelo avanço nos investimentos (9,5%) e na administração dos restos a pagar (16,3%), sob a influência do crescimento recorde de 7,5% da economia em 2010.

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Fonte: Amazonas EM TEMPO