Prefeito vai cobrar recursos federais prometidos para Manaus


O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, afirmou, na manhã desta segunda-feira, 03, que vai reunir forças no Senado para cobrar os recursos federais prometidos para a capital amazonense e não liberados até hoje. A declaração foi feita em uma rádio local, na qual o prefeito rebateu críticas da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB).
“Tenho mais de R$ 800 milhões em convênios protocolizados junto ao Governo Federal e nenhum centavo foi repassado para Manaus até hoje. É uma postura, absolutamente, mesquinha da presidente Dilma em relação a nós. Inclusive, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades estão suspendendo convênios”, contrapôs o prefeito.
O prefeito citou que obras, como a reforma completa do Complexo Turístico Ponta Negra, foram feitas com recursos da Comissão Andina de Fomento (CAF), sendo concluído 2/3 da obra na atual gestão, somados ao 1/3 realizado pelo prefeito anterior. Arthur destacou também a conclusão da obra do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, paga em sete meses à empresa que ganhou a licitação em outras administrações, totalizando R$ 14 milhões. “O recurso federal havia sido desgastado e nenhum tostão encontrei em caixa quando eu cheguei”.
Ele lembrou ainda o convênio com o Governo do Estado, que repassou R$ 100 milhões de reais, e juntos a R$ 10 milhões oriundos da prefeitura, estão sendo usados para obras de infraestrutura no pacote Todos juntos por Manaus. “Do governo federal absolutamente nada”, completou.
Arthur considerou “perseguição política” a falta de ajuda federal para a realização de obras em Manaus. “O que percebo é falta de consideração e de espírito republicano. Falta de compreensão com as necessidades de um povo que novamente deu vitória à presidente Dilma. Mesmo assim, ela prefere ver quem governa e a que partido pertence em vez de dar a ajuda e o auxílio que o povo está pedindo”, lamentou.
Ainda segundo o prefeito, o país mudou e hoje ele conta com o apoio do senador eleito Omar Aziz (PSD) e de uma forte bancada no Senado, incluindo o senador Aécio Neves (PSDB), que teve mais 50 milhões de votos para a presidência da República. “A Dilma pensa que pode ficar os quatros anos brincando de negar verba para os prefeitos e governadores que ela julga inimigos, mas nós vamos provar, por ‘A’ mais ‘B’, que ela não tem mais condições políticas e nem moral para negar nada a ninguém. Agora, ela terá uma fiscalização muito dura e não poderá mais ignorar a cidade de Manaus”, afirmou.

.
REPORTAGEM: Alita Falcão/SEMCOM